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Mostrando postagens de Setembro, 2018

Sepé Tiarajú, um herói esquecido.

Sepé Tiaraju nasceu em data desconhecida na redução de São Luiz Gonzaga e foi batizado com o nome cristão de José. Depois de muitas lutas e sacrifícios, a prosperidade chegou às Missões e o desenvolvimento resplandeceu, graças a harmonia existente e o modelo social econômico implantado nas reduções. No apogeu do progresso das reduções jesuíticas, quando tudo transparecia felicidade, eis que, mais uma vez a crueldade do destino chega até os povos missioneiros, desta feita através da Escarlatina, também conhecida como " peste indígena ", que dizimou em torno de 30% da comunidade guarani, e foi em meio a esta epidemia que nasceu "Sepé", filho do cacique Tiaraju, vítima de morte da tão temida peste, e que, momentos antes de morrer, entrega seu filho com poucos dias de vida e já acometido pela doença, aos Padres Jesuítas implorando-os que o salvassem. Criado pelos Padres, aos poucos foi adquirindo o conhecimento e a cultura dos Jesuítas que se somaria ao espírito de liber…

Roquette-Pinto, o pai da radiodifusão no Brasil

Edgar Roquette-Pinto estudou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, colando grau em 1905. Logo depois de formado iniciou uma série de estudos sobre os sambaquis das costas do Rio Grande do Sul. Foi professor assistente de Antropologia no Museu Nacional (1906), professor de História Natural na Escola Normal do Distrito Federal (1916) e professor de Fisiologia na Universidade Nacional do Paraguai (1920). Em 1912 Roquette-Pinto fez parte da Missão Rondon e passou várias semanas em contato com os índios nambiquaras que até então não tinham contato com a civilização. Na volta, trouxe vasto material etnográfico e, como resultado dessa viagem, publicou em 1917 o livro "Rondônia - Antropologia Etnográfica", considerado um clássico da antropologia brasileira. Foi diretor do Museu Nacional em 1926, organizando ali a maior coleção de filmes científicos no Brasil. Roquette-Pinto foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Academia Brasileira de Ciências, da Sociedad…

A morte de D. Pedro I e o fim de uma era

D. Pedro I morreu nos braços da imperatriz Amélia às 14h30 de 24 de setembro de 1834, faltando duas semanas para completar 36 anos. A autópsia revelou um quadro devastador, pois a tuberculose tinha consumido todo o pulmão esquerdo que foi inundado por um líquido negro. Apenas uma pequena porção da parte superior ainda funcionava. O coração e o fígado estavam hipertrofiados; ou seja, bem maiores do que o normal. Os rins apresentavam cor esbranquiçadas e o baço amolecido começava a se dissolver. Os transtornos físicos agravaram-se na guerra contra o irmão e, durante o “Cerco do Porto”, ele começou a sentir cansaço, irregularidade na respiração, palpitações e sobressaltos ao acordar. Um edema nos pés indicava problemas circulatórios, embora D. Pedro julgava-se um homem robusto e resistente. Porém, a verdade era outra, pois ele se alimentava mal, repousava pouquíssimo e gastava energias em excesso. Epilético desde a infância, sofria de deficiência renal e vomitava com frequência. Aventureiro…

Corrupção na ditadura militar era maior que hoje.

Diante dos escândalos de corrupção vivenciados pela política brasileira nos últimos anos, parte da população clama por uma intervenção militar alegando que essa seria a solução definitiva para o problema. A verdade é que durante o período ditatorial houve, sim, corrupção. E muita. Mas havia também uma forte blindagem estatal, feita através da censura, que dificultava denúncias desse tipo contra os militares e seus aliados. Essa prática era considerada estratégia de segurança nacional, uma vez que mantinha a maior parte da população alheia aos acordos governamentais que envolviam troca de favores, distribuição de cargos entre amigos e parentes, desvio de verbas públicas, enriquecimento ilícito e pagamento de propinas. Apesar da repressão, episódios de corrupção foram divulgados durante o regime militar. Entre eles temos o caso do empréstimo de dinheiro público para salvar da falência a empresa Lutfalla, da família de Paulo Maluf, político ligado aos militares. Outro acontecimento emblem…

O nome do doce brigadeiro está ligada à história do Brasil

O brigadeiro é um doce típico da culinária brasileira, de origem paulista, o qual rapidamente se difundiu pelo resto do país, tornando-se comum em todo o país a sua presença em festas de aniversário, junto com doces como o cajuzinho e o beijinho. É conhecido também no Rio Grande do Sul pelo nome de negrinho. A origem do nome "brigadeiro" é ligada à campanha presidencial do Brigadeiro Eduardo Gomes, candidato da UDN à Presidência da República em 1946. Conforme relatam historiadores da alimentação, o nome seria uma homenagem ao brigadeiro Eduardo Gomes. Durante a candidatura do militar à presidência da República pela União Democrática Nacional, um grupo de mulheres paulistanas do bairro do Pacaembu que eram engajadas na campanha do candidato organizaram festas para promover sua candidatura. O doce teria sido criado por essas mulheres durante a primeira campanha do candidato à presidência, pela conservadora União Democrática Nacional, logo após a queda de Getúlio Vargas. A gulosei…

A última pena de morte aplicada no Brasil

O governo imperial aprovou em 1835 uma lei dedicada a punir exemplarmente os negros que matavam seus senhores, mas dom Pedro II decidiu abandoná-la em 1876. A pacata cidade de Pilar, na província de Alagoas, amanheceu tumultuada em 28 de abril de 1876. Calcula-se em 2 mil o público de curiosos, inclusive vindos das vilas vizinhas, que se aglomerou para assistir à execução do negro Francisco. O escravo fora condenado à forca por matar a pauladas e punhaladas um dos homens mais respeitados de Pilar e sua mulher. O assassino recorreu ao imperador dom Pedro II, rogando que a pena capital fosse comutada por uma punição mais branda, como a prisão perpétua. O monarca, poucos dias antes de partir para uma temporada fora do Brasil, assinou o despacho: não haveria clemência imperial. Acorrentado ao carrasco e com a corda já no pescoço, Francisco percorreu as ruelas da cidade num cortejo funesto até o ponto em que a forca estava armada. Na plateia havia escravos, levados por seus senhores para que …

Em um dia como este, no ano de 1950, a primeira TV chega ao Brasil

Rede Tupi de Televisão (também conhecida como TV Tupi ou apenas Tupi) foi uma rede de televisão brasileira fundada na cidade de São Paulo em 18 de setembro de 1950 pelo paraibano Assis Chateaubriand. Foi a primeira emissora de televisão do Brasil, da América do Sul e a quarta do mundo e fazia parte do grupo Diários Associados. Em 20 de janeiro de 1951, nasceu a TV Tupi Rio, depois em 1955 a TV Itacolomi e em 1960 a TV Brasília, entre outras, que acabaram por formar a rede. Em 16 de julho de 1980, devido aos vários problemas administrativos e financeiros, a concessão foi cassada pelo governo brasileiro dois dias depois. Outras 6 emissoras que foram afiliadas dela também saíram do ar. Depois de poucos meses de treinamento, alguns radialistas escolhidos por Assis Chateaubriand, o Chatô, lançaram-se à aventura de fazer TV. Os estúdios eram pequenos, o equipamento precário, mas o nascimento da TV Tupi foi solene. Chateaubriand presidiu a cerimonia que contou com a participação de um cantor …